Os amigos estiveram comigo. Comemos. Bebemos (refigerante) e rimos dos estranhos com fotos estranhas naquele site de relacionamento também estranho.
Todos foram embora. Ficaram os presentes, alguns docinhos, grande parte do bolo e a pia cheia de pratos sujos para lavar. Lavei!
Olhei os presentes. Gostei de todos. Gostei mesmo.
Dei um olhadinha no livro que a menina dos cabelos cacheados me deu. Na primeira página tinha isso:
"Sob o canto do bate-num-quara nasceu Cabeludinho
bem diferente de Iracema
desandando pouquíssima poesia
o que desculpa a insuficiência do canto
mas explica a sua vida
que juro ser o essencial"
Cabeludinho nasceu no mesmo dia que eu.
.
segunda-feira, outubro 22, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
O menino azul
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
bonitinho, né?!
são poesias para criança de cecília meireles...
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
bonitinho, né?!
são poesias para criança de cecília meireles...
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