Quando eu morrer,
Não quero choro nem vela,
Quero uma fita amarela
Gravada com o nome dela.
Se existe alma
Se há outra encarnação
Eu queria que a mulata
Sapateasse no meu caixão
Não quero flores
Nem coroa com espinho
Só quero choro de flauta
Violão e cavaquinho
Estou contente,
Consolado por saber
Que as morenas tão formosas
A terra um dia vai comer.
Não tenho herdeiros
Não possuo um só vintém
Eu vivi devendo a todos
Mas não paguei a ninguém
Meus inimigos
Que hoje falam mal de mim,
Vão dizer que nunca viram
Uma pessoa tão boa assim.
Noel Rosa
terça-feira, agosto 07, 2007
quinta-feira, agosto 02, 2007
Há?
Não quero recados desdenhosos, nem e-mails desesperados.
Nem quero meu rosto estampado numa camiseta, muito menos em adesivos.
Celebrarei sozinho minha ida.
Por que se eu for, não irei contra minha vontade. Vou feliz.
Não há nada de errado em querer ou não querer tudo isso.
Nem quero meu rosto estampado numa camiseta, muito menos em adesivos.
Celebrarei sozinho minha ida.
Por que se eu for, não irei contra minha vontade. Vou feliz.
Não há nada de errado em querer ou não querer tudo isso.
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